Às quartas-feiras

Publicado por: perolagp em 09/05/2019
Categoria: Hetero
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Roberto não pode dirigir com as janelas abertas pois diz que ataca a labirintite, é terrível sair com ele. Em contrapartida, André sequer cogita a possibilidade, por isso, quase em todas as vezes que saímos, eu adquiri alguns resfriados.
Podemos ir pela João Inácio, mas segundo ele a Freneda de Campos é mais segura e tem menos trânsito então, por conta do bendito fator das janelas, seguiamos pela Freneda, que, pela primeira afirmação parecia verdadeira, a segunda nem tanto.
- Não acredito que vai me atrasar pro próximo cliente mais uma vez.
- Você precisa ser pontual com todos?
- E o que custa irmos pela outra avenida com os vidros fechados?
- Poxa. Você reclama pra caralho hein? Toda vez…
- Não entendi. Porque sou puta não posso reclamar? Porque você tá pagando eu não posso reclamar?! Eu ando perdendo cliente toda quarta feira porque você bonitinho, quer sempre quer fazer o caminho mais longo!
- Então não sai mais comigo, caramba! Se acha que tenho prejudicado tanto o seu negócio, porque ainda sai com um cliente como eu?
Por que?
Ele só me olha quando estamos transando. Só pra constatar o prazer que me causa. Talvez enquanto eu caminho até chegar a seu carro por detrás dos vidros fumê, mas nem eu sei se acredito nisso.
Ele nunca demonstra euforia na voz. Eu me sinto completamente confusa, mas também me sinto em paz. Não há nenhuma parte dele com a qual eu tenho que me preocupar.
- Faço isso pra ficar mais tempo com você. - ele confessa, interrompendo meus pensamentos e eu quase não acredito no que ouço.
- Você pode ficar quanto tempo quiser comigo. - respondo.
- Posso ficar quanto tempo eu puder.
- Assim como é com qualquer outro tipo de entretenimento.
- Então você se considera uma forma de entretenimento?
- E você discorda?
Ele silencia.
- Você não marca mais nada as quartas-feiras, vai ser só eu.
- As quartas feiras eu tenho um lucro de 600 reais. 2.400 mensais. Pode cobrir?
- Com certeza.
- Pagamento na chegada.
- Ok.
- Vamos começar hoje?
- Podemos começar agora…
E eu entendo o recado. O que ele quer é que eu caia de boca em seu pau ali mesmo.
E como eu deveria agir?
Me fazer de rogada?
Não, no way.
Eu começo a chupa-lo intensa e demoradamente enquanto me masturbo por baixo do vestido que ele adora. De vez em quando desvia os olhos do trânsito pro meu rosto inebriado de tesão.
- Safada.
E ouvi-lo sussurrar me desperta um arrepio na espinha e eu o chupo da forma mais calorosa que posso. Vejo-o cerrar os dedos ao redor do volante, acelero um pouco, ele fecha os olhos e solta um gemido.
- Vou gozar, para.
E naquele momento nada poderia ter me deixado não excitadado que um homem querendo fugir do orgasmo. Então eu acelero e capricho pra valer!
O rosto dele se contorce, o corpo se retesa, por um momento me pergunto se não estamos prestes a bater, mas logo esqueço, assim que os primeiros jatos atingem minha boca, quentes e agridoces.
Trabalho feito, ele afunda no banco e desce o espelho, se observa nele e está com o rosto corado e um certo brilho no olhar.
- Fiz um bom trabalho? - pergunto.
Ele não responde. Apenas me observa com olhos que não encaram diretamente, ao mesmo tempo que me masturbo lentamente com os lábios brilhando.
Os de cima e os de baixo.
De novo atento ao trânsito, ele me penetra com o dedo do meio e começa a socar. A posição em que estou faz com que o dedo deslize facil e deliciosamente para dentro de mim. O ar condicionado está desligado e eu começo a suar enquanto rebolo em seus dedos, cada vez mais aberta.
- Quer dar a bucetinha pra mim?
- Quero muito. - eu respondo entre gemidos.
- Senta direito ai no banco que jaja eu vou te fuder todinha.
Me deu 3 tapinhas na xana e eu me acalmei, sentei, ajeitei o vestidinho e observei as pernas molhadas.
Depois desse dia, as quartas feiras se tornaram o meu dia preferido!


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